ARTIGO                                                        

 

 

A evolução do trânsito e do automóvel

 

 Para sua sobrevivência, o homem dependeu dos mais simples meios de transportes, quer seja para se locomover de um lugar para outro ou para transportar produtos. As cargas pesadas, que não podiam ser carregadas sozinhas, eram deslizadas pelo chão, com ajuda de objetos formados por varas unidas e arrastadas por animais. Desde então a busca do aperfeiçoamento dos meios de transportes não cessaram. Quer seja pelo ar, água ou terra, mas o principal de todos eles foi o automóvel.

 

       A roda, usada pela primeira vez cerca de 5 mil anos, determinou toda a evolução automotiva. Depois dessa invenção tudo mudou na vida do homem.

Com a domesticação de alguns animais, tais como o cavalo, o burro, o boi etc, o transporte terrestre cresceu porque o homem percebeu que poderia usar a força animal para sua locomoção e  transporte das cargas.

Com o crescimento do número de veículos de propulsão animal, a preocupação com as vias passaram fazer parte da rotina. Nesse cenário, os romanos, em 300 a.C. saíram à frente com a construção de várias vias. A medida que iam estendendo suas conquistas, construíam estradas. Já na Idade Média, a combinação transporte e estradas tornou-se uma necessidade para todos os países. Até então, o homem não cansava de buscar um transporte que atendesse as suas necessidades de locomoção com rapidez.

O Século XVIII marcou o período do automóvel. Em 1763, o francês Nicolas Joseph Cugnot inventou a carruagem de três rodas provida de máquina a vapor. Apesar da pista especial construída para ela, somente conseguia deslocar-se a uma velocidade de 4 km/h por hora.

Até o século XIX, o trânsito era composto por raros veículos automotores  para o transporte de até quatro pessoas, de charretes e pesadas diligências puxadas por  até oito cavalos.

Em 1836, foi promulgada na Inglaterra a primeira lei de trânsito, conhecida como Lei da Bandeira Vermelha. A lei não permitia velocidade acima de 10 km/h.

Após várias tentativas, em 1863, nasceu na Alemanha o motor à explosão, graças a Nikolaus Otto. A invenção foi melhorada nos anos seguintes, pelos engenheiros Benz e Dailmer.

No final do século XIX, as autoridades procuravam meios para sinalizar e disciplinar o trânsito. O primeiro semáforo do mundo foi instalado em Boston, nos Estados Unidos, em 1840. Nesse período, na Inglaterra surgiu um dispositivo composto por luzes coloridas, que mais tarde ficou conhecido como “semáforo”. Em Nova Iorque, por volta de 1900, foi tentado um controle de cruzamento por meio de cornetas. Um toque para abrir o trânsito para uma rua e dois toques para fechá-lo.

O primeiro veículo equipado com mudança de marchas foi construído em 1891,  pelos franceses Panhard e Levassor.

Na virada para o século XX, com o crescimento urbano das cidades europeias e americanas, consequentemente, os números de carros automotores, carruagens, bicicletas e pedestres também aumentaram e logo o semáforo passou a ser necessário para orientar o trânsito.

Com o lançamento do Ford modelo T, o tráfego de automóveis nos Estados Unidos da América, a partir de 1908, aumentou consideravelmente, porque muitas pessoas já podiam ter um carro motorizado. Em 1900,  a frota americana de veículos saltou de 8 mil para 2,5 milhões. Nas principais cidades dos Estados Unidos e de cidades como Londres, na Inglaterra, carros se misturavam as carruagens, bicicletas e pedestres.

Em São Paulo, Francisco Matarazzo, licenciou o primeiro automóvel no Brasil, e  Francisco Fido Fontana importou o primeiro automóvel para Curitiba.

Quanto a invenção do automóvel, Paul Lazarsfeld (1901-1976) disse:

“Provavelmente a invenção do automóvel e seu desenvolvimento como comodidade, cuja propriedade é possível  para a massa, tem um efeito significativamente maior na sociedade do que a invenção do rádio e seu desenvolvimento como meio de comunicação de massa. Considerem-se os complexos sociais atingidos pelos automóveis. Sua mera existência tem exercido pressão para melhores estradas e, com estas, a mobilidade aumentou enormemente

O automóvel evoluiu e passou a ser uma necessidade globalizada, isso fez o homem mudar seu comportamento. Atrelado a essa crescente evolução chegaram também os problemas: congestionamentos, acidentes, mortes, poluição e uma crescente preocupação coma mobilidade urbana.

No Brasil, no ano 2000 o Departamento Nacional de Trânsito - DENATRAN  registrou uma frota de veículos automotores (automóveis, motos, caminhões, ônibus etc) de quase  30 milhõesO ano de 2015 fechou com 90,7 milhões. Vamos em frente!

Em Tóquio e outras cidades japonesas, além dos grandes engarrafamentos, a falta de espaço para estacionar é grave, por  isso, antes de comprar um carro, o cidadão precisa comprovar que dispõe de uma garagem própria ou alugada a no máximo cinco quilômetros de sua casa.

Em 2011, nos Estados Unidos, o carro voador modelo TG Daily, da Terrafugia, empresa especializada em veículos voadores,  recebeu concessão, tanto para voar, como para utilizar as rodovias americanas legalmente. O modelo feito de policarbonato tem capacidade para duas pessoas, asas retráteis, alcança quase 200 km/h, tem tanque com capacidade para 23 gal (87 litros) de combustível e um custo aproximado de  US$ 280 mil.

Então, além da tecnologia, essa evolução não poderia ser obstruída pela preservação do ambiente. Bem-vindo a era dos híbridos e aqueles cem por cento elétricos.

Fonte: Morais, J. Bispo.  Jornalismo de trânsito. 2013,  1ª ed, São Paulo , Rede Transito-  www.redetransito.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      


 

 

 

 


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